A Amazônia arde em chamas.

O presidente-espantalho numa consecução de presepadas, demite Ricardo Galvão, o diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), por dizer o óbvio: o desmatamento aumentou de maneira alarmante. Em seguida, pela negação do presidente do aumento do desmatamento, as forças do “Agro pop” se estimulam e incendeiam os biomas do Pará ao Mato Grosso, incluindo áreas do Paraguai (com latifundiários brasileiros) e Bolívia.

As queimadas, de tal ordem, alarmam o mundo. Saiu do controle o fogaréu. Os chefes viram e não gostaram. macron, presidente da frança, coloca em pauta a Amazônia na próxima reunião do G7, o grupo dos mais ricos.

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“Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica – o pulmão que produz 20% do oxigênio do nosso planeta – está em chamas. Esta é uma crise internacional. Membros da Cúpula do G7, vamos discutir primeiramente esta emergência em 2 dias” Emmanuel Macron, presidente da França

Na alemanha, que há alguns dias junto à noruega retirou sua doação de preservação ambiental à floresta, engrossou o coro. Jornais do país clamam uma atitude européia de embargo aos produtos brasileiros que não tiverem comprovação de lisura ambiental. É um cenário de alarme dos países mais ricos do mundo.

Aí que entra o jogo geopolítico: a preocupação mundial com a Amazônia é legítima, mas a preocupação destes países têm outros elementos. A Amazônia não é apenas o pulmão do mundo; de lá, se extrai a base para vários tipos de produtos medicinais e de tratamento, há riquezas no solo amazônico ainda não descobertos e que por décadas tem sido alvo de interesses dos países coloniais. Se formos buscar por tipos de patentes de vários produtos do mercado estético, gastronômico e farmacêutico, veremos que estão no nome de empresas e institutos de pesquisa europeus, canadenses, americanos, é que só existem aqui. Tudo na mão grande.

Os governos anteriores ao do presidente espantalho nunca souberam como explorar tanta fartura em forma de área verdade, e sempre cedendo pra elite agropecuária que prefere o Brasil como latifúndio, só na exportação de soja e carne bovina pra fora. Ou seja, um modelo ultrapassado, que é vitrine do quanto a cultura brasileira é de arrasto, de destruição de falta de investimento real.

A discussão do G7, com os estados unidos do trump, lá pode acender o farol colonialista de sempre: já que a Amazônia é o pulmão do mundo, ela não pode ser administrada só pelo brasil, mas por todos. Essa é a senha pra chupinhagem geral das riquezas daquele solo em nome da questão ambiental, da preservação da floresta. A sanha por riquezas tá no ar, basta ver o trump querendo comprar a Groenlândia, a maior ilha do mundo, que tem riquezas ainda não mensuradas debaixo da camada de gelo que tem se derretido por conta do aquecimento global.

O jogo tá sendo jogado, e mais uma vez, o presidente-espantalho, com um pensamento colonialista do atraso, abre brecha pro pensamento colonialista hipócrita mas travestido de humanista e consciente, embutindo assim o ataque num discurso de defesa.
A sede e fome desmedidas desta elite estúpida só nos leva a perdas: se continuarem, com o fim da floresta sem ter noção dos impactos ambientais irreversíveis à vida humana; e se parados, do fortalecimento de uma posição mundial que tira autonomia sobre parte do território nacional.

O presidente-espantalho e sua laia nem podem ser chamados de nacionalistas, porque nem mesmo no pior sentido, entendem o significado disso. Os desertores de vários escalões começam a se multiplicar após as seguidas reprimendas da elite política mundial.

Foi colocado um pedaço de asno no comando. O preço a pagar pode ser ainda pior do que imaginávamos. Nisto ele não surpreende: suas ações e impactos são sempre piores do que a pior expectativa imaginada.

Por: Tago Elewa Dahoma (Thiago Soares), 23 de agosto de 2019.

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