Se quem manda nessa birosca são os rentistas, to imaginando o veneno que este escândalo com o filho do B.O. deve ter causado nessa turba. A popularidade do B.O. e família é gelo seco no calor do hell de janeiro: vai virar fumaça em curtíssimo tempo. O novelo com esse caso do b.o. júnior vai enredar todo mundo, e desse saco vai sair muito mais surpresas.

Não dá pra colocar esse escândalo como cortina de fumaça, já que a base de suporte do B.O. é instável, assim como tá muito fracionada as forças políticas no Congresso. Pra maré virar, pra não apoiarem a Reforma da Previdência, legado do último governo em conluio com o mercado financeiro e principal motivo para apoiarem o capitão, é dois palitos. O apoio ao B.O. foi feito alheio à sua participação, sendo ele uma catarse de sentimentos, de ideias vis. Por ser a expressão de um sentimento, ele não é insubstituível. Basta ver o racha da bancada de seu partido (PSL), que mais parece uma rinha de galos de tão unidos.

Impossível as mídias hegemônicas não saberem destes podres da família. Uma investigação com mais empenho  e tinham descoberto as primeiras falcatruas da família B.O., se pá do pai nos seus primeiros anos como deputado. Cuidado num parece ser o melhor atributo do pai, tampouco dos filhos. Acabou que usaram o arsenal a partir da guerra que o próprio B.O. travou com as emissoras e jornais, mas o uso destas denúncias -e aí que ta o pulo do gato – tinham um momento exato: após ele ganhar a eleição, impedindo assim a volta do partido dos trabalhadores ao poder. Importava ele ganhar, ganhar o plano que lhe dá sustentação política – ruralistas, financistas, rentistas, e a renca que representa a ala pobre, mas vigorosa com os policiais e evangélicos- para que depois, se abrisse o rosário de seus pecados e de sua família.

Veremos o fritar de um governo. Com uma base instável e com um escândalo que corre o risco de fazer a debandada da posição antes mesmo da nova legislatura começar.

A questão não é “se” vai cair, mas “quando”.

Mourão espreita, sem nada a temer. Assim como o ex-vice-presidente.

Por: Tago E. Dahoma (Thiago Soares), 21 de janeiro de 2019.

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